13/05/2015

Sobre superficialidades

Da série: quando não se tem nada pra fazer de madrugada e o sono não vem. Postei esse texto esses dias no facebook.

Estive pensando sobre isso por um bom tempo, em pensamentos que vão e voltam. Sempre voltam quando percebo um buraco em minha existência, aquela coisa que tá faltando ou que existe em demaseio, pouco demais pra preencher, muito à ponto de transbordar. Nenhuma das duas opções é boa, nesse caso, só pra deixar claro. Não quero prolongar muito, porque espero que as pessoas leiam. Existe aquela época em que pensamos “quero conhecer pessoas novas”, e realmente conhecemos muita gente nova quando estamos empenhados nisso. Mas vai passando o tempo e pelo menos 1/4 daquelas pessoas novas já não fazem mais sentido pra você. 1/4, ou mais, dessas pessoas são “amigos” superficiais. Eles estão ali, mas não estão. Você não sai com eles, você conversa às vezes mas sempre sobre nada, você não chega à ponto nenhum com eles. Às vezes é só interesse em você, quando é do sexo oposto, mas ninguém procura te conhecer de verdade. Parece que cada vez mais as pessoas querem se livrar do peso que é você conhecer alguém de verdade, você ser confiável pra alguém, você carregar consigo segredos de outras pessoas. Ninguém quer o compromisso de ser amigo de verdade. Eu não sei se temos preguiça, se são muitas pessoas pra conversar, se é falta de tempo. O que eu sei é que, conforme o tempo vai passando, as pessoas que você conheceu na fase de querer conhecer pessoas, de repente, não significam mais nada. Você olha nos seus amigos do facebook e lembra vagamente quem era aquela pessoa, você força a sua memória pra tentar lembrar um pouco mais. Mas lembrar o que? Se você nunca a conheceu de verdade? Ela é e sempre foi aquilo que você tá vendo, só uma imagem e um nome.
Superficialidades cansam, eu tô na fase de descobrir esse 1/4, ou menos, das pessoas novas que valem a pena. E ah, precisando dar uma revisada nas antigas também.

4 thoughts on “Sobre superficialidades

  1. Francisca maria monteiro

    Minha pequena de repente vc conseguiu descrever o que realmente, acontece em relação a amizade, de repente aparecem pessoas do face, que na verdade, passou deixou marca sim, varias mas o tempo levou, a memoria se encarregou de faze-las existirem mais, sem a necessidade de dialogar, porque não sei o que se passou, o que ficou ficou longe, mas qdo nos deparamos com alguem representa um envolvimento emocional este sentimenhto reviva, mas não é o bastante para sairmos do cotidiano e nos lançar ao encontro dessa pessoa porque da trabalho sairmos do nosso mundo, prestarmos atenção a quem muito não vemos, muitos ja encontrei mas por comodismo se foram e agora , pior não me preocupo em ligar, me chegar porque?Aprendi sim ser egoista, a falta de cconfiança do ser humano nos encolhe, nos deixa um cisco, uma ilha . Obrigada por me fazer perceber que as vezes o primeiro passo , tem que ser daquele que acredita na amizade, no amor.Então minha querida venha tomar um cafe comigo?????

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    1. Nicole PáduaNicole Pádua Post author

      Obrigada por vir comentar aqui, que bom saber que você lê as coisas que eu posto! Estou com muitas saudades e prometo ir aí assim que tiver um tempinho, com essa correria do intercâmbio eu não consigo fazer nada :( semana que vem, prometo, prometo, prometo <3 <3 <3

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  2. Tales Passos

    Acho também que essa nova fase de ter um mural virtual (facebook) faz com que as pessoas se importem somente com elas próprias. Tem pessoas que, se tu conversar por 30 min, falam somente de si e lá no fundo tu percebe que quando tu fala ela não presta atenção. Pra mim é um assunto grande, mas se tratando de amizades verdadeiras é fato, talvez por instinto, que tu saiba quem é teu amigo de verdade. Pelo menos é assim que acontece comigo. No geral, tenho a impressão que a amizade está banalizada, por isso concordo contigo!

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    1. Nicole PáduaNicole Pádua Post author

      Sim, eu amo falar sobre mim mas amo ouvir sobre o outro também. É uma questão de gostar de conversar. Talvez o medo de passar despercebido ou de “ser apenas mais um” acaba fazendo com que a pessoa queira, às vezes até desesperadamente, falar sobre si.

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